
A própria Defesa Civil possui um site oficial com a lista das contas bancárias que abriu com o propósito de receber doações.
Um homem que tentou roubar um beijo de uma moça dentro de uma van em Brasília foi absolvido pela Justiça. O juiz substituto da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do Distrito Federal, Fábio Martins de Lima, considerou que a “pitoresca acusação” não configurava importunação ofensiva ao pudor da suposta vítima.
O curioso caso tramita na Justiça desde fevereiro de 2006. Na decisão, o juiz relata que, no interior da van, “a moçoila ofendida foi surpreendida pelo inopinado beijoqueiro, que, não resistindo aos encantos da donzela, direcionou-lhe a beiçola, tendo como objetivo certo a face alva da passageira que se encontrava ao lado”. No entanto, o frustrado roubo do beijo não foi apenas combatido com tapas, socos e tentativas de esgoelar o rapaz, como acabou indo parar na Justiça.
Durante o processo, uma das testemunhas afirmou que a moça, descrita como uma mulher forte e robusta, “deu muita porrada no sujeito”. Mas, quando o juiz perguntou se o beijoqueiro era bonito, a vítima foi categórica: “doutor, se ele fosse um Reinaldo Gianecchini a reação teria sido outra”.
Disparate
O juiz criticou duramente o uso do Judiciário para solucionar uma questão que poderia ser tratada fora da esfera penal. Na sentença, o juiz relata que representantes do Ministério Público chegaram a pedir que fosse aplicado o princípio da insignificância ou ainda que o acusado fosse absolvido. Mas o esdrúxulo caso, durante os quase três anos de tramitação, movimentou 43 servidores segundo contabilizou o juiz Fábio de Lima. Esses agentes — dez juízes, oito promotores, cinco procuradores, nove defensores, oito médicos e três delegados — receberam durante o período mais de R$ 39 milhões, “custo social envolvido com a tramitação do processo do aspirante a beijoqueiro”, afirmou o juiz.
“Evidente que tais agentes públicos atuaram concomitantemente em diversos outros casos. No entanto, tal estimativa serve para evidenciar o tamanho do disparate em direcionar essa estrutura leviatânica para apurar a prática de uma bicota, aliás, uma tentativa de bicota, levada a efeito pelo infeliz acusado”, disse.
Ao final de sua decisão, o magistrado fez votos de que nenhum “iluminado”, com a “estupenda” idéia de prorrogar a discussão e gastos de recursos públicos, recorra da absolvição. “Gastos inúteis não se justificam em parte alguma”, finalizou.
Ééééé... como já dizia aquele velho forrozinho: "Porque beijo é bom roubado, sem cobertura da razão..."
Na reportagem, apareceu um garoto de dois anos de idade (se não me engano) que reclamava querer sair para ver a rua, pois NUNCA tinha saído da prisão, NUNCA tinha visto o quão é “redonda a liberdade". A sua liberdade resultou em sair de um lugar muito apertado (ventre materno) para ficar em outro lugar mais apertado e pior (uma cela), "pagando" por um crime que recebeu por tabela: a ver paredes, sem nunca ter tocado em árvores, sentido o mar, ou pior, sem ao menos saber o que é conviver com crianças – como é comum nesta idade. Quem sabe se ele estivesse deste lado de cá sua realidade se limitaria à prisão econômica compulsoriamente imposta, mas mesmo assim teria acesso há um destino psicológico diferente.
Não quero discutir aqui se a culpa é do governo, dos diretores ou da própria mãe, porque penso que todos nós temos culpa, seja direta ou indireta, se num futuro ele vier a cometer algum crime. Esses anos passados na cadeia serão descontados? Path!
Vendo isso, senti uma dor nas asas em pensar que um dia elas possam ser cortadas ou engaioladas, ou que um dia eu poderia ser impedida de usá-las sem ao menos ter noção de que elas servem para voar, ou pior, que o meu dinheiro banca esse tipo de coisa que eu não quero para mim, nem para os meus filhos, nem para os meus netos...
Esse experimento visa entender melhor como funciona o nosso cérebro e também a criação de futuras próteses, mas sejamos honestos, existem coisas bem mais interessantes pra se fazer com um braço robótico controlado com a força da mente. Desde que eu era criança e assistia “O Homem de um milhão de dólares”, eu me imaginava sendo como aquele homem biônico; eu andava em câmera lenta como um retardado imitando aqueles sons toscos dos efeitos especiais. Quando eu cresci, e passei a ter a minha mente mais poluída, eu comecei a imaginar como o homem biônico faria para transar. Já pensaram? Liga no automático e deixa rolar. Maravilha!
Mas até que o homem biônico encontrasse uma parceira resistente (ele certamente arrebentaria com todas), seria necessário que ele se satisfizesse sozinho em uma bronha biônica! Imaginem só descabelar o palhaço sem nem sentir o braço doer.
Depois desse artigo eu passei a ficar mais otimista porque agora eu sei que um dia existirá o bilau biônico. Você diz “sobe” e ele sobe, ou diz “desce” e ele desce. Se além disso ele ajustar o tamanho, eu dispensarei os macacos e serei a primeira cobaia da fila.